A INTOLERÂNCIA DE GÊNERO E O RESPEITO À SEXUALIDADE ALHEIA

18/04/2015 10:39

                             

DEPUTADO JEAN WYLLYS SE DECLARA # ELE É VERÔNICA...

Recentemente, a mídia nacional foi bombardeada pela notícia do entrevero entre um travesti e um agente penitenciário, onde o agente penitenciário teve sua orelha arrancada por uma mordida do travesti, e o travesti, por sua vez, foi fotografado com sinais de agressão física.

Utilizei o termo “travesti” propositalmente. Poderia ter utilizado o termo “homossexual”, ou “homo afetivo”, mas estes termos denotam identidade de gênero, enquanto o termo “travesti” denota escolha de um nicho específico dentro de todo o contexto GLBT.

Mas a questão aqui não é a escolha sexual desse indivíduo, mas sim o posicionamento do Deputado Federal pelo PSOL, Sr. Jean Wyllys, que publicou no seu blog uma mensagem de solidariedade a Verônica Bolina (nome social do indivíduo). O deputado toma uma postura individual e subjetiva, defendendo o travesti como se aquele travesti tivesse sido preso em razão da sua opção sexual, o que não é verdade. Ele foi preso em flagrante delito quando agredia fisicamente uma senhora de 70 anos.

Ora, deputado Jean Wyllys, quer dizer que por ser homo afetivo o cidadão pode sair por aí utilizando-se de sua compleição atlética masculina para agredir uma idosa, com idade pra ser sua avó? Criminoso gay tem garantias legais que criminoso hétero não tem?

O deputado, antes de se informar a respeito do motivo que levou à prisão de seu correligionário, destilou sua boçalidade disfarçada de solidariedade nas redes sociais, formando opiniões contra a polícia, porque sabe que esse assunto sempre dá popularidade, mas, popularidade dessa forma, seria bem vista pelo próprio segmento que defende a livre identidade de gênero?

Veja o que diz um homossexual a esse respeito:

“Então... Jean Wyllys, você ainda acha que representa a classe dos homossexuais que merecem o respeito social não por sua condição sexual e sim por sua inteligência? Nem todos os homossexuais são massa de manobra da esquerda golpista da qual você faz parte".
‪#‎NãoSomosVerônica

O deputado Jean Wyllys permitiu que o seu ódio heterofóbico dominasse suas emoções e atacou os policiais, chamando toda a nação homossexual a se declararem “#somostodosveronica”, como se a comunidade LGBT fosse toda criminosa, fossem todos agressores de velhinhas, como se esse segmento da sociedade não estivesse lutando por reconhecimento da sua identidade de gênero, mas sim pelo ódio deliberado a quem não compactua de seus ideias de vida. Como se ser heterossexual fosse uma doença a ser combatida através da guerra, quando o caso da prisão de Verônica foi um simples caso de polícia de alguém que usou de sua força física para agredir uma idosa, foi preso, resistiu à prisão, foi conduzido a uma delegacia, fichado, recolhido e só depois disso houve o fato com o carcereiro. São fatos distintos.

Poderia ter acontecido com um negro, com um hispânico, com um oriental, com um heterossexual branco e rico, e em qualquer desses casos, deveria ser tratado como assunto de polícia, ainda que o resultado fosse outro, mas nunca como uma plataforma política de alguém que diz representar uma “minoria oprimida”.

O deputado foi infeliz em seus argumentos, como aliás tem sido a sua trajetória de discurso de ódio contra as instituições, contra a família, contra a igreja, contra a liberdade de escolha do ser humano. Defender sua parcela de eleitores é correto e ético, mas quando essa defesa entra no campo da intolerância, ele deixa de ser um representante legítimo dos homossexuais e passa a ser um radical. Todos sabemos os resultados do radicalismo, em qualquer segmento social.

A liberdade consiste justamente em deixar livre aos outros. Quando eu aprisiono um pássaro, por mais lindo que seu canto seja aos meus ouvidos, aos ouvidos dos seus semelhantes será de tristeza e opressão.

Deputado Jean Wyllys, eu não sou Verônica, porque Verônica é uma criminosa e se você é Verônica, é tão criminoso quanto, e seu eleitorado deve prestar mais atenção, se é realmente essa conduta que esperam de seu representante no Congresso Nacional.

A espelho do saudoso Clodovil, lute pelo seu espaço, sem invadir o espaço alheio e o reconhecimento virá. Não conheço nenhum hétero que odeie o Clodovil.

Marco Ferreira - Jornalista


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