Comandante da PM afirma que ajuda de Exército é desnecessária

02/11/2012 19:41

 

O comandante da Polícia Militar de São Paulo, Roberval França, afirmou nesta sexta-feira (2) que também acha que o apoio do Exército é "desnecessário" no Estado.

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

 

"O Estado tem 100 mil policiais militares e 30 mil policiais civis. Somos o maior contingente policial da América Latina e há grande volume de investimento em segurança no Estado", afirmou o comandante durante entrevista concedida ao telejornal "SPTV", da Rede Globo.

A declaração foi dada após a cerimônia que homenageou os policiais mortos em serviço, no mausoléu da PM, no cemitério do Araçá, na zona oeste de São Paulo.

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) deve rejeitar a oferta do governo federal de deslocar tropas do Exército para ocupar áreas críticas de São Paulo, como a favela Paraisópolis, na zona sul.

Na conversa com a presidente Dilma Rousseff ontem, o governador disse que não quer o Exército e que acha que a situação de São Paulo é bem diferente da que motivou a ocupação militar do Complexo do Alemão, no Rio.

Mas ele não descartou de imediato. Ficou de analisar a proposta e tratá-la dentro da discussão para elaborar uma estratégia conjunta.

Em um primeiro momento, o governo federal cogita oferecer tropas federais, tanto do Exército quanto da Força Nacional de Segurança.

A última vez que os governos federal e estadual fizeram um acordo para empreender estratégia conjunta na segurança pública em São Paulo foi em agosto de 2006, quando a facção criminosa PCC impunha há três meses uma onda de ataques contra a polícia paulista.

BATE-BOCA

A elaboração de um plano integrado já havia sido anunciada pelo ministro da Justiça, que disse, porém, que o governo paulista estava interessado só em verba para financiar projetos pontuais.

O tema virou motivo de bate-boca entre os dois governos. Ferreira Pinto disse que a União não sabia nada de facção criminosa e que o Estado não precisava dos presídios nem de tropas federais.

Ele acusou, ainda, Cardozo de "faltar com a verdade" ao dizer que havia oferecido ajuda ao governo de SP.

Em nota, o Ministério da Justiça disse que ofereceu apoio "em diversas oportunidades" e rebateu a tese defendida por Ferreira Pinto e Alckmin de que a violência em São Paulo decorria da entrada de armas e drogas no Estado por falta de fiscalização nas fronteiras. "É inaceitável, além de inverídica", disse.

Ontem, Alckmin disse a Dilma que desaprovou a atitude de Cardozo, mas que reconheceu também "excesso" por parte de Ferreira Pinto.

  Editoria de Arte/Folhapress  

 


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