Confrontos aumentam após atentado contra capitão da PM

17/10/2012 15:50

 


 
Depois de oficial ser baleado, no domingo, em Ribeirão, Polícia Militar mata dois em suposta troca de tiros
A Polícia Militar matou nesta terça-feira (16), pelo segundo dia consecutivo, um foragido que teria recebido os policiais a tiros. Os dois casos ocorrem após um capitão da corporação ser baleado, no domingo (14), por supostos assaltantes. O capitão revidou, matou um dos bandidos e feriu o outro.
Desde que os ataques contra funcionários da segurança pública do estado de São Paulo começaram, em maio, o número de mortes em confrontos e também de homicídios na periferia de Ribeirão Preto sem testemunhas cresceu. Porém, a Polícia Militar diz que não há relações entre os casos, que são acompanhados pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e o Ministério Público.
Último caso
Um suposto confronto com a PM, ocorrido na manhã desta terça, no Jardim Marchesi, na zona Oeste, terminou com a morte de Dirlei Aparecido Alves, de 39 anos, e um ferimento na mão do cabo José Luiz Nahime Júnior, de 47 anos. O tiroteio aconteceu na popular "Favela da Aids". O suspeito era foragido da Justiça.
O major Jean Charles Zanato, comandante da operação, diz que o confronto aconteceu após a PM ser acionada para investigar a suposta presença de armas na casa de Dirlei. "Ao chegarem ao local, os policiais foram recebidos a tiro pelo suspeito", afirmou. Na operação foram apreendidas três armas, uma delas de uso restrito.
A ação da PM foi recebida com revolta pelos cerca de cinquenta moradores que foram ao local. Alguns deles acusaram os policiais de terem executado Dirlei. "Eles chegaram atirando, sem se preocupar com quem estava no caminho", afirmou o pedreiro Reinaldo Nunes dos Santos, de 36 anos, que afirma morar há seis no local. "Ele estava dormindo quando eles chegaram."
O major Zanato informou que vai ser aberto um inquérito para apurar as circunstâncias da morte do suspeito e do ferimento na mão do PM.
O delegado do 6º Distrito Policial, Samuel Zanferdini, diz que não é possível confirmar ainda o envolvimento do suspeito com o PCC.(Jornal da Cidade)

 


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