DIRETOR DA APPMARESP ESCLARECE DENÚNCIAS NO TRIBUNAL DE JUSTIÇA MILITAR

17/06/2014 18:40

          O diretor da Appmaresp, ex Cabo Marco Ferreira, processado no TJM (Tribunal de Justiça Militar) por crime militar em razão da publicação em 20 de Setembro do ano passado, de sua fotografia no site da associação, enquanto trabalhava na Guarda do Quartel desarmado e sem colete balístico, foi interrogado no TJM na Terça Feira passada, 10 de Junho, e esclareceu perante o Juiz e o Conselho de Sentença, formado por oficiais da PM, as acusações contra sua pessoa.

         No julgamento, ficou esclarecido que o cabo Marco Ferreira, de fato estava trabalhando sem arma e sem colete na portaria do 10º Batalhão, em Piracicaba, onde, segundo as declarações do próprio ex policial, ele teria sido escalado em represália pelas denúncias feitas pela associação contra oficiais da PM de Piracicaba.

        Em razão da denúncia, ainda segundo o cabo Marco Ferreira, ele teria sido transferido para a cidade de São Pedro e depois para Santa Maria da Serra, onde permaneceu trabalhando desarmado na função de policial militar fardado.

        O cabo Marco Ferreira afirmou que a denúncia é falsa e disse ter juntado no processo, documentos que comprovam todas as irregularidades. Ainda, depois de ter acesso aos autos do processo a que responde, o cabo declarou que há adulteração em um dos documentos usados para acusá-lo, uma montagem de duas páginas distintas do site, onde colam uma fotografia publicada no dia 20, numa página com o cabeçalho do dia 19 de setembro de 2013, além da adulteração do posto de serviço que o cabo trabalhava onde, segundo o mesmo, na escala de serviço original constava “GUARDA DO QUARTEL” e na cópia fornecida pelo comando do 10º BPM-I, constava “SERVIÇO DE DIA”. O cabo declara que isso é fraude processual e diz que vai denunciar no TJM mais essa conduta, que considera criminosa.

        Ainda durante o interrogatório, o ex policial citou um documento onde denunciava vários oficiais da PM por condutas suspeitas de crimes, e cujo documento foi arquivado pelos comandantes sem que tivesse sido encaminhado ao órgão competente, o que define como irregularidade praticada pela administração da PM, segundo o qual, não possui competência para arquivar denúncias de crimes, competência exclusiva do Tribunal de Justiça Militar, após manifestação do Ministério Público.

 

      O setor de comunicação social da PM de Piracicaba foi procurado, mas não quis rebater as acusações e nem se manifestar a respeito do ocorrido.

 


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