MANO BROWN, O RAPPER QUE GANHA A VIDA CRITICANDO O SISTEMA, AGORA VAI SE UTILIZAR DESSE MESMO “SISTEMA” QUE CRITICA, PARA TENTAR SE DAR BEM ...

10/04/2015 14:01

O artista popular, cantor Pedro Paulo Soares Pereira, de 45 anos, rapper conhecido como “Mano Brown”, indivíduo que ganhou fama e dinheiro criticando a organização sócio-política do Estado, vai agora se locupletar à custa dessas mesmas falhas que ele tanto diz combater.

Não é segredo que o RAP (rythm and poesy) é uma categoria musical das periferias, onde o poder paralelo dita normas e o Estado pouco age, senão através da repressão e do trabalho social, ambos encampados pela pessoa do policial militar, único braço do Estado disponível 24 horas na periferia.

Esse senhor, Mano Brown, como gosta de ser chamado, conhece essa realidade onde o “cidadão José” (sua definição para o policial militar) é um boneco nas mão da mídia, das grandes empresas e das oligarquias. Ele canta isso com muita propriedade em suas músicas, agremiando à sua volta, centenas e até milhares de jovens que vêem em suas letras, uma esperança numa sociedade injusta, onde o rico sempre se sobrepõe ao pobre, onde o direito se submete ao dinheiro, onde a verdade é escrava da popularidade.

Esse mesmo senhor, Mano Brown, que tanto ataca o “sistema”, está agora se beneficiando desse mesmo sistema, que em suas próprias palavras, oprime o pobre, para demonstrar que não mais pertence a essa categoria de cidadãos de segunda estirpe.

O cantor, rapper mano Brown, após ser abordado pela polícia em situação irregular (o que não o torna um criminoso), exigiu para si, em razão de ser uma “figura pública de sucesso”, tratamento especial. Reagiu à abordagem policial e foi imobilizado e conduzido à polícia. Note-se que ele não foi espancado, nem levou um tiro, nem foi esfaqueado ou levou choques. Simplesmente foi imobilizado e conduzido à delegacia de polícia.

Esse senhor, um homem de 45 anos de idade, formador de opiniões das crianças e adolescentes das periferias, não pensou como qualquer um do povo. Pensou como uma figura caricaturizada em suas próprias músicas, que quer o melhor para si e o pior para quem não tem sua popularidade, ou seu dinheiro, ou seu “poder”...

Esse senhor rapper, a título do que prega, deveria praticar a decência de ter um veículo cujos impostos e taxas conseguisse pagar, assim não estaria ostentando uma riqueza que não possui e induzindo nossos jovens a acharem que podem enriquecer de maneira meteórica, sem que seja necessário sacrifício e estudo.

 

E O QUE DIZ O COMANDO DA POLÍCIA MILITAR A RESPEITO DESSE FATO?

 Nada. Absolutamente nada. Como se os policiais não pertencessem a uma instituição com quase cem mil funcionários ativos, que têm um procedimento padronizado de ação , com base no que lhes ensina essa corporação.

Comando frouxo, leniente e subserviente. Essa é a avaliação que faço do comandante desses policiais, e requeiro ao Senhor Comandante Geral PMESP, através do seu departamento de imprensa, que deveria ter se pronunciado publicamente, como faz quando um policial é acusado de comportamento inadequado ou ilegal, que sane essa covardia institucional contra os policiais em questão. 
Os policiais agiram dentro do estrito cumprimento do dever legal, segundo as técnicas utilizadas na polícia militar e nos seus treinamentos diários de contenção de agressores da sociedade. 
Faltou vergonha na cara à instituição Polícia Militar do Estado de São Paulo, que deixa seus trabalhadores serem violentados por uma mídia sangrenta e tendenciosa. 

 Comandante Geral Pmesp, tenha a hombridade de determinar ao seu setor de comunicação social para que aja de acordo com a lei e acione judicialmente os meios para cessar essa agressão aos Direitos Humanos Fundamentais dos seus policiais, que cumpriram a lei, assim como o fazem nas periferias diuturnamente por determinação do senhor. 
Aguardamos essa resposta, cuja ausência só vem ratificar minhas palavras acima. Faltou vergonha na cara...

Marco Ferreira - Jornalista


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