O POBRE SACRIFICANDO O POBRE... O ESCRAVO SACRIFICANO O ESCRAVO...

16/09/2015 13:51

 

COMO ESPERAR QUE UMA CULTURA DE ESCRAVIDÃO ACABE, QUANDO OS ESCRAVOS ATACAM-SE UNS AOS OUTROS, A PROTEGER AS OLIGARQUIAS QUE OS ESCRAVIZAM?

O PROFESSOR, MASSACRADO PELO ESTADO, MASSACRANDO O POLICIAL, SEU CONTERRÂNEO, SEU COMPATRIOTA, SEU CORRELIGIONÁRIO, SEU COMENSAL ... DE SENZALA.

A cidade: Sorocaba-SP.
O Local: escola Estadual Aggeo Pereira do Amaral.
O curso: Ensino Médio.
O mestre: Prof. Valdir Volpatto – disciplina: Filosofia.
A obra: Desconstrução de toda uma instituição, baseada no comportamento isolado de meia dúzia de funcionários...

O QUE DEVERIA SER UM TRABALHO ESCOLAR, ACABOU SENDO UM GRAVE ATAQUE A UMA INSTITUIÇÃO ESTATAL, POR OUTRA INSTITUIÇÃO ESTATAL...

Este mestre esqueceu-se de ponderar que a Instituição Polícia Militar trabalha lado a lado com a instituição Escola Estadual;

Esqueceu-se de ponderar que são as duas profissões públicas mais diretamente ligadas às classes menos favorecidas do estado;

Esqueceu-se de ponderar que seus salários são equivalentes e que sua valorização (ou sub valorização) é semelhante;

Esqueceu-se de ponderar que atualmente, nenhum professor consegue ministrar o conhecimento nas escolas estaduais sem o apoio do aparato policial;

Esqueceu-se de ponderar que o PROERD (programa de Resistência às Drogas e à Violência), criado e implementado pela Polícia Militar, é uma das mais brilhantes iniciativas daquela instituição e que tem salvo milhares de crianças pobres da influência das drogas nas escolas;

Esqueceu-se de dar a devida atenção à Ronda Escolar, da PM;

Esqueceu-se de avaliar as consequências de sua obra irresponsável e o impacto do seu trabalho de desconstrução de toda uma instituição apenas pela sua visão subjetiva da polícia.
Foi infeliz este professor de Filosofia, por atribuir a uma instituição com cem mil funcionários, os atos isolados de meia dúzia de policiais que já estão presos, que serão julgados e muito provavelmente condenados por suas ações.

Foi infeliz este professor que, sabedor das mazelas do poder público, que resultam em condições sub-humanas de trabalho para ambas as categorias em comento, insiste em descarregar sua frustração na PM, como se, atacando a PM, fosse ser valorizado pelo Estado.

Este senhor, professor da rede pública, talvez influenciado por questões pessoais, induziu a que seus alunos, adolescentes cuja percepção da realidade está em formação, odiassem uma categoria de trabalhadores que é tão menosprezada quanto a dos professores, única e exclusivamente porque a arma da PM, sob sua ótica, é a violência.

A Polícia Militar viola sim direitos constitucionais, todos os dias, mas existe uma fiscalização interna e vários órgãos externos que apuram e punem muito rigorosamente todos os policiais que se desviam dos objetivos da empresa.

Creditar a violência policial a todos os policiais seria mais ou menos como dizer que todos os professores da rede pública agridem seus alunos, a exemplo da professora que foi manchete dos jornais recentemente por dar um “mata leão” no aluno, ou dizer que todos os professores da rede pública são desinteressados e omissos, ou que todos os professores da rede pública usam a escola como “cabide” de emprego.

Toda generalização é injusta, da mesma forma que todo nivelamento por baixo é irresponsável.

A polícia Militar tem que mudar muito, isso é fato, mas quando um professor do ensino médio da rede pública se permite um ataque desconstrutivo e proposital desses, vemos que não lhe importam os que trabalham certo, pela sua segurança e pela prevenção de delitos no seu ambiente de trabalho, mas sim a mera promoção através do lugar comum de criticar a polícia, pura e simplesmente.

Vejamos: Filosofia = substantivo feminino
fil amor pela sabedoria, experimentado apenas pelo ser humano consciente de sua própria ignorância [Segundo autores clássicos, sentido original do termo, atribuído ao filósofo grego Pitágoras (sVI a.C.).].

Como filósofo, esse senhor não poderia e nem deveria se levar pelo sentimento comum fundamentado ou infundado, uma vez que o conhecimento é a razão de sua profissão.

Lamentamos que os escravos ainda não tenham aprendido sobre independência e liberdade.


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