POLÍCA MILITAR X ALUNOS DO ENSINO MÉDIO.

14/11/2015 11:48


>>>>>>>>>QUEM VAI VENCER?<<<<<<<<<<<

QUANDO O ESTADO USA O CIDADÃO CONTRA OUTRO CIDADÃO...

Governo usa o CIDADÃO POLICIAL MILITAR para combater o cidadão adolescente, ALUNO POBRE do ensino médio de escola pública, quando este mesmo governo PROIBIU ESTE MESMO POLICIAL de fiscalizar os ALUNOS ADULTOS, RICOS da universidade pública (USP).

 

QUAL O CRITÉRIO PARA SE UTILIZAR UMA FORÇA ESTATAL DE REPRESSÃO CONTRA ADOLESCENTES, QUE POR EXPRESSA PREVISÃO CONSTITUCIONAL, NÃO COMETEM CRIMES?

Há uma premente necessidade de o policial militar entender a relevância do seu valor social, a fim de que não seja utilizado em manobras políticas escusas, contra o cidadão comum.

A Polícia Militar não pode ser uma guarda pretoriana nas mãos do governo contra o povo.

 

Mas, por que tanta resistência do próprio policial em aceitar isso?

Por que o próprio policial acaba se deixando seduzir por essa sensação de que é um gladiador, pronto a dar sua vida, sua estabilidade emocional, sua família e sua liberdade, simplesmente por um momento de glória frente ao seu líder?

Como pensa o cidadão policial, que também é de origem humilde, que também mora na periferia, que também trabalha em jornada dupla pra defender um extra na renda familiar, que também tem seus filhos em escolas públicas, que também se utiliza do transporte público, mas que tem uma visão tão limitada dos institutos garantidos constitucionalmente a partir do artigo 5º (Dos direitos e garantias fundamentais) da Carta Magna?

 

Bandido bom é bandido morto... Direitos Humanos é direito dos manos... Quem defende bandido é bandido também... Tá com dó, leva pra casa...

 

Estes são alguns jargões utilizados pelos radicais favoráveis ao extermínio pelo Estado de pessoas envolvidas com o crime, e demonstram claramente que quem as profere não acredita na aplicação eficiente da justiça ou da reeducação.

Este é um direito de cada cidadão, de duvidar do poder público, de questionar seus representantes no poder executivo e no poder legislativo. É por isso que existem as eleições livres, para que a maioria decida através de seus candidatos eleitos, pela totalidade.

O FATO DE QUEM FOI ELEITO PELO VOTO NÃO AGIR DE ACORDO COM O ESPERADO NOS DÁ O DIREITO DE ATROPELAR A LEI E A JUSTIÇA PARA VER NOSSO DESEJO CUMPRIDO?

Ou devemos nos resignar e aguardar as próximas eleições e trocar nossos representantes?

A pessoa que diz que “bandido bom é bandido morto” tem todo o direito de dizer isso, desde que não seja um representante do Estado, porque esse discurso não representa a vontade da maioria, e o Estado, só pode fazer alguma coisa em virtude de lei, ou seja, o funcionário público só pode fazer aquilo que a lei determina, e extermínio não é determinação legal.

Daí, entramos em uma seara mais delicada. “Quem defende bandido é bandido também”. Ou seja, o cidadão comum, que não quer ver o bandido ser exterminado, mas julgado com justiça e até os rigores da lei, também é bandido? Então devemos rasgar a Constituição Federal? Devemos exterminar o criminoso? Extinguir as prisões? Aprovar a execução sumária?

“Tem dó do bandido, leva pra sua casa”. Essa é a mais ridícula e absurda, porque denota total desconhecimento das medidas de reeducação do Estado. Jamais deveria ser dita por um representante do Estado. Da polícia. É um atestado de burrice em grau máster.

Existem institutos criados com a finalidade de reeducar o criminoso pra devolvê-lo à sociedade, e não são poucos. Se funcionam ou não, cabe ao cidadão, através de seus representantes eleitos, fiscalizar. Caso não esteja satisfeito com os mecanismos, cobrar de seus representantes no legislativo e no executivo para que os adeque a sua vontade e, se não for obedecido por eles, que os troque nas próximas eleições.

 

É assim que funciona a política. São nossos representantes, decidindo por nós. Se não estamos satisfeitos com o que vemos, devemos trocá-los, e trocá-los, até que estejamos satisfeitos com seu trabalho.

O policial militar ainda tem esse direito por lei, de votar em seus representantes. Apesar de não ter direito constitucional de filiar-se a partido político, direito de sindicalizar-se, de reivindicar condições dignas de trabalho, de se expressar livremente, de criticar os atos do governo, ainda que ilegais ou imorais, mas pode fazê-lo através de seus representantes eleitos. Pode exercer essa fiscalização dos poderes constituídos como cidadão, como eleitor.

Precisamos mudar a lei para que a lei seja mais dura com o bandido, mas em hipótese alguma, devemos confundir o cidadão de bem, que está exercendo um direito constitucional que nos é vedado, por força de um regramento esdrúxulo e cheio de excrescências, com o criminoso, a quem odiamos, por força do ensinamento castrense, como inimigo do Estado, o que também não encontra amparo legal e constitucional.

Devemos primar pela integração com a sociedade e, se por força de nossa profissão, tivermos que confrontar outros pobres como nós, devemos trata-los com a dignidade que nos é negada nos quartéis, não porque eles sejam mais merecedores dela do que nós, mas porque estamos na polícia por escolha própria, e aceitamos essa humilhação que nos é imposta através da legislação militar porque queremos, e não é justo que nós, como representantes do Estado Democrático de Direito, ajamos com mais rigor do que determina a lei.

Quem não estiver satisfeito em prestar um serviço moralmente satisfatório, garantidor da defesa da dignidade humana, protetor da Constituição Federal e da Declaração Universal dos Direitos da Pessoa Humana, da qual somos signatários, quem por algum motivo, deseja descontar seus anos de humilhação e maus tratos no cidadão comum, não subordinado aos mesmos regramentos que nós, quem não conseguir entender que a justiça deve ser aplicada, antes de mais nada, por nós enquanto cidadãos mediadores de conflitos, sinto informar, mas está no lugar errado e obedecendo às pessoas erradas.

Procure outro emprego, de preferência um que exija enorme esforço físico, porque o seu potencial destrutivo é enorme...

Marco Ferreira – APPMARESP


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