Polícia Militar discute estratégias em reunião na Baixada Santista

24/10/2012 14:58

Comandante-geral da PM liderou o encontro na manhã desta terça (23).

França comentou morte de sargento e ações no litoral de São Paulo.

 

Mariane RossiDo G1 Santos

 
Encontro de Policiais Militares em Santos, SP (Foto: Mariane Rossi/G1)Centenas de policiais participaram de um encontro com o Comandante Geral da PM (Foto: Mariane Rossi/G1)

Mais de mil policiais militares da Baixada Santista participaram de uma reunião na manhã desta terça-feira (23) no Clube de Regatas Vasco da Gama em Santos, no litoral de São Paulo. O comandante-geral da Polícia Militar do Estado de São Paulo, Roberval Ferreira França, comandou a reunião, que serviu para apresentar o plano de comando com projetos, metas e estratégias para a gestão da corporação.

Os policiais começaram a chegar na sede do clube, no bairro da Ponta da Praia, por volta das 8h30. Enquanto alguns chegavam nas próprias viaturas, outros, de cidades mais distantes, foram ao local em grupos dentro de vários ônibus. A reunião começou por volta das 10h, mas a imprensa não foi autorizada a entrar no salão.

O comandante-geral disse que a reunião faz parte de uma série de encontros em todo o Estado de São Paulo e que, inclusive, já foi até comandos em cidades do interior para mostrar o plano de comando vigente. "Temos metas e estratégias da polícia até dezembro de 2015. Esse plano foi apresentado hoje para que os nosso policiais saibam quais as grandes mudanças pela qual a Polícia Militar irá passar", explicou.

França disse ainda que a nova estratégia é que, ao término de quatro anos, 20 mil policiais sejam conduzidos para o serviço de rua. Além disso, existe um plano de contratação de servidores civis para trabalhar na área interna da polícia. Apesar das propostas, ainda não há datas para que as coisas aconteçam. "Queremos focar na oferta e qualidade da Polícia Militar", disse.

O comandante-geral ainda comentou sobre as últimas ações na Baixada Santista. "Nós tivemos por algum período uma operação da Rota nos morros da região de Santos, Guarujá e São Vicente. Tivemos a operação Satélite em todo o Estado, com alocação de 5 mil policiais adicionais nas ruas, vistoriando 163 mil pessoas, 114 mil veículos, e realizamos 590 prisões em flagrante. Recapturamos 190 foragidos e apreendemos mais de 300kg de drogas. Onde houve picos de criminalidade, desenvolvemos operações para trazer mais tranquilidade e segurança."

Encontro de Policiais Militares em Santos, SP (Foto: Mariane Rossi/G1)Viúva do sargento Marcelo Fukuhara esteve no
encontro (Foto: Mariane Rossi/G1)

Caso Fukuhara
A viúva do sargento Marcelo Fukuhara, Rosana Alves Gonçalves, que foi morto a tiros de fuzil enquanto passeava com o cachorro na madrugada do último dia 7, em Santos, também apareceu no evento. Ela chegou acompanhada ao local por vários policiais militares. Antes do início da reunião, França recebeu Rosana, que não participou do encontro, em uma reunião de portas fechadas.

Após a reunião, França comentou sobre a conversa que teve com Rosana. "Ela colocou todo o drama pessoal que vem vivendo e o desejo muito forte de que se chegue a autoria desse crime bárbaro e covarde que foi praticado contra o sargento. Eu tenho dito que não tenho mais uma família, tenho 100 mil famílias em minha responsabilidade. Assumi um compromisso de empenhar todos os esforços da Polícia Militar, em conjunto com a Polícia Civil e o Ministério Público para chegar o mais rápido possível aos autores."

O comandante afirmou que o sargento Fukuhara tinha escolta ostensiva na maior parte do tempo mas que, depois do assassinato, a familia não indicou nenhuma situação concreta de ameaça. "Havia indicações da área de inteligência de que havia risco adicional à segurança dele. Ele recebeu orientações na unidade da polícia e do comando. Teve acompanhamento de escolta ostensiva até a residência dele. Não era permanente, de 24h, porque ele entendia que, como era policial, era dispensável do ponto de vista dele."

Em relação ao andamento das investigações, o comandante também deu seu parecer. "As investigações estão caminhando de maneira consistente. Obviamente a polícia não pode indicar dados concretos para nao atrapalhar as investigações no momento."

A reunião ainda reiterou as políticas da corporação sobre o risco aos profissionais da PM. "A profissão de policial militar é uma profissão de risco. Nós temos uma análise muito criteriosa, muito técnica dos riscos aos quais os policiais estão expostos. E temos um conjunto de medidas que estão vigentes na PM há mais de 15 anos para a proteção do policial militar em situação de risco ou sob ameaça. Estes pontos foram esclarecidos a todos os policiais e a polícia aprimorou ainda mais os seus critérios de proteção." (G1)

 


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