Reunião com a Cúpula da Segurança Federal e de São Paulo para combater onda de violência no Estado

06/11/2012 09:46

 

O ministro da José Eduardo Cardozo (Justiça) deve anunciar hoje a liberação de verba para o combate da escalada na violência no Estado.

O anúncio está previsto para ocorrer na primeira reunião entre as cúpulas da segurança federal e estadual, marcada para a tarde de hoje no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, em São Paulo.

O encontro ocorre após uma intensa troca pública de farpas entre o ministro e o secretário estadual Antonio Ferreira Pinto (Segurança Pública), interrompida por um telefonema da presidente Dilma Rousseff (PT) para governador Geraldo Alckmin (PSDB).

O valor a ser liberado deve ser de parte dos R$ 148,8 milhões pleiteados pela secretaria paulista ao Ministério da Justiça. Há uma semana, Cardozo havia dito que a pasta "não é um banco", e que o Estado só queria o dinheiro, e não fazer projetos em parceria.

À época, havia uma troca de acusações. Enquanto o ministro dizia ter oferecido apoio, o secretário negava e dizia que o governo federal não entende "nada de facção criminosa".

REUNIÃO

O encontro de hoje em São Paulo é para acertar as bases do apoio do governo federal. Na pauta, estão temas como transferência de presos e troca de informações (cooperação na área de inteligência).

Inicialmente, o governo federal está disposto a oferecer vagas nos quatro presídios federais, organizar operações conjuntas entre as polícias Civil, Militar, Federal e Rodoviária Federal, além de troca de informações com a Receita.

Participam ainda do encontro com a cúpula paulista representantes dos departamentos de Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Penitenciário Nacional, além da Secretaria Nacional de Segurança.

Pelo desenho preliminar, a parceria não envolveria por ora envio de tropas do Exército nem da Força Nacional.

A ideia de mandar assassinos de policiais e integrantes do PCC para presídios federais agrada ao governo paulista. Já a presença do Exército é considerada desnecessária.

TELEFONEMA

Segundo a *Folha apurou, o governador paulista encarou a ligação de Dilma como uma tentativa de apaziguar a tensão --ela propôs que eles superassem o impasse e trabalhassem juntos.

Alckmin reclamou de Cardozo --para ele, o ministro explorou a crise para se apresentar como potencial candidato a governador em 2014.

No Palácio dos Bandeirantes, prevaleceu a tese de que não pegaria bem passar uma ideia de que o governo estava rejeitando ajuda --e que seria melhor dividir a responsabilidade. Já no Palácio do Planalto, a intenção é evitar que Dilma seja responsabilizada por uma crise na segurança por conta da disputa com o PSDB.

 

Folha de São Paulo


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